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Desenvolvendo boas relações humanas no ambiente de trabalho

Desenvolvendo boas relações humanas no ambiente de trabalho
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Construir um bom ambiente de trabalho é item essencial para a saúde das organizações, afinal, passamos grande parte de nossas vidas no trabalho, onde precisamos conviver com os mais diferentes tipos de pessoas, o que nem sempre é tarefa fácil. É importante compreender que as relações humanas no ambiente de trabalho vão muito além das hierarquias e processos e, quando não há harmonia entre a equipe, podem ocorrer episódios de desentendimento, estresse, desmotivação e dificuldades na hora de realizar o trabalho em equipe.

Atitudes individuais e empresariais

É importante que cada indivíduo faça a sua parte para estabelecer boas relações dentro do ambiente de trabalho, com atitudes como:

  • Respeito aos colegas e superiores, sabendo lidar com quem pensa diferente;
  • Evitar de todas as maneiras a fofoca;
  • Ser colaborativo, sabendo ouvir e ajudar os demais;
  • Apresentar soluções para os problemas de convívio.

De qualquer maneira, é também tarefa da empresa construir um bom ambiente de trabalho para que as relações de seus funcionários sejam harmoniosas. A estrutura de uma organização reflete muito em como seus colaboradores se comportarão. Os valores e a cultura devem ser fortes, de modo a criar maior comprometimento e seriedade entre os trabalhadores.

Fatores prejudiciais às relações humanas

Não é nenhuma surpresa que relações humanas harmoniosas impactam seriamente nos resultados de uma organização. A lógica é simples: quanto melhor o convívio, maior a motivação, engajamento e produtividade dos profissionais. Empresas em que há um bom clima organizacional e que favorecem as relações humanas possuem colaboradores mais envolvidos e engajados nos processos. Porém, em ambientes de trabalho onde não há boas relações interpessoais, os processos tendem a tornarem-se morosos, as reuniões de trabalho são temperadas com doses de tensão e há mais dificuldade em tomar decisões de maneira propícia. Algumas atitudes comuns ilustram esse quadro:

  • Falta de empatia: a dificuldade de se colocar no lugar do outro, permanecendo distante e indiferente às dificuldades e problemas alheios, faz com que não exista confiança entre a equipe e prejudica a realização de atividades coletivas;
  • Desrespeito: quando não há motivação em lidar com as diferenças, episódios de desrespeito podem acontecer, causando diversos transtornos à equipe e à empresa;
  • Excesso de competitividade: a competitividade pode ser saudável quando ela estimula a busca por novos conhecimentos e a necessidade de superar-se. Porém, quando a competitividade se torna uma neurose por parte de algum profissional, comportamentos hostis e egoístas acabam surgindo, dificultando as relações interpessoais;
  • Arbitrariedade: gestores e líderes que delegam atividades e funções de maneira arbitrária acabam gerando desmotivação nos colaboradores, o que resulta em pouco comprometimento com a empresa e na perda de talentos a longo prazo.

Estratégias que favorecem as relações humanas

Para minimizar as dificuldades inerentes a qualquer cenário, a área de RH da empresa pode utilizar estratégias para desenvolver as habilidades interpessoais de seus colaboradores, tais como:

  • Melhoria da inteligência emocional: a inteligência emocional, grosso modo, é a capacidade de identificar e gerir as próprias emoções e as alheias. Essa é uma das habilidades fundamentais para qualquer tipo de relação humana, não só no ambiente de trabalho. De qualquer modo, as empresas podem promover a inteligência emocional de seus colaboradores através de dinâmicas de grupo, feedbacks contínuos, mapeamento comportamental e acompanhamento psicológico;
  • Feedback: criar oportunidades em que o colaborador possa avaliar a equipe e gestores, assim como se autoavaliar e receber o retorno sobre o seu trabalho. É importante que ele identifique e compreenda os diversos tipos comportamentais de seus colegas de trabalho. Assim, também se cria a oportunidade de desenvolvimento e melhora nas relações humanas;
  • Aplicação de pesquisas de clima organizacional: essas pesquisas são importantes porque, através da percepção dos colaboradores com relação à empresa, ao trabalho e aos colegas, é possível identificar os aspectos positivos e negativos do ambiente de trabalho, sanando erros e promovendo acertos. No entanto, para que esse método seja eficaz, é preciso aplicar pesquisas regularmente;
  • Promoção da gestão comportamental: a gestão comportamental é uma forma de trabalhar a gestão de pessoas por meio da identificação do comportamento dos colaboradores. Assim, há um mapeamento de perfil de cada colaborador, com a identificação de seus pontos fracos e fortes, o que favorece um melhor desenho dos quadros de gerenciamento, promovendo maior satisfação e tornando o ambiente de trabalho mais agradável;
  • Planejamento de ocasiões para a socialização: podem ser happy hours, comemorações e festas de fim de ano, por exemplo. Esses compromissos são boas oportunidades para que os colaboradores convivam também fora do ambiente de trabalho, o que facilita o estabelecimento de relações mais próximas e saudáveis no dia a dia.

A construção e manutenção de um ambiente de trabalho saudável, de modo prático, traz às empresas outro importante diferencial: o salário emocional. Que nada mais é do que o cultivo de elementos, muitas vezes intangíveis, porém decisivos para que os colaboradores não queiram ir embora. Num outro momento, desejo voltar e falar um pouco mais sobre como cultivamos estes valores aqui na Evolke.