Pesquisa comprova: as mulheres são mais eficientes no ambiente de trabalho!

Pesquisa comprova: as mulheres são mais eficientes no ambiente de trabalho!

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Pesquisa comprova: as mulheres são mais eficientes no ambiente de trabalho!

Depois de muitos anos de luta para acessar e se consolidar no mercado de trabalho, as mulheres começam a colher os frutos de toda a sua dedicação e esforço. Recente pesquisa da consultoria de desenvolvimento de liderança Zenger/Folkman indica que as mulheres estão na liderança em diversas competências avaliadas. Entre estas competências, estão:

  •   A capacidade de tomar iniciativas;
  •   Agir com resiliência;
  •   Investir no autodesenvolvimento;
  •   Focar nos resultados.

Além destas habilidades, elas igualmente demonstraram, segundo a mesma pesquisa, integridade e honestidade.

Há pouco tempo, também, pesquisadores do Massachussetts Institute of Technology e da Carnegie Mellon Univesity haviam chegado a conclusões semelhantes. Eles estudaram 699 pessoas em diferentes equipes, aplicando testes e jogos de negociação para analisar o desempenho dos diferentes conjuntos profissionais. Identificaram que grupos profissionais com maior número de mulheres são os que têm mais inteligência coletiva. A descoberta ganhou as páginas da renomada revista especializada Science, referência para pesquisadores do mundo todo.

Diante disso, é inegável o papel de destaque das mulheres no mercado de trabalho e a sua competência dentro das organizações. Porém, muito ainda precisa ser feito para que elas sejam reconhecidas por isso.

A luta pela igualdade dentro das empresas

Ainda que as pesquisas sejam reveladoras, na vida real as empresas se comportam de modo conservador. Segundo Carolina Valle Schrubbe, coach especialista em desenvolvimento de lideranças e certificada pela Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching, falta muito para que as empresas contratantes tenham um quadro de pessoal equilibrado entre homens e mulheres. Enquanto 52% dos CEOs destacam que o tema “Mulheres na liderança” é prioritário em suas organizações, de fato, somente 26% das empresas possuem uma área dedicada à igualdade de gênero, de acordo com pesquisa aplicada pelo Instituto Ipsos, em parceria com os jornais Valor Econômico, O Globo, as revistas Época, Marie Claire e a ONG Will (Women in Leadership in LatinAmerica).

“Há um grande interesse das empresas em exercer a igualdade dentro de suas organizações, porém, é preciso aplicar políticas eficientes e efetivas, para que o interesse saia do papel”, destaca a coach Carolina.

Embora a presença feminina em cargos de liderança tenha evoluído de 11% para 42%, entre 1997 e 2018, nas 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, é preciso ações corporativas para buscar o equilíbrio das equipes, já que as mulheres ainda são minoria.

O que as organizações podem fazer para aproveitar o potencial feminino?

Especialistas afirmam que não basta implantar políticas de inclusão das mulheres nas empresas. Faz-se necessário um planejamento, a médio e longo prazo, de investimento em lideranças femininas, e isso é uma quebra de paradigmas. Portanto, difícil, principalmente em ambientes mais conservadores ou, historicamente, em empresas cuja maioria dos cargos é ocupada por homens.

Neste contexto, destaca-se o papel fundamental de um líder: formar novas lideranças, agindo como mentores. Daí, a importância que possuem os líderes homens ao valorizarem o trabalho de suas funcionárias mulheres, para que o tão sonhado equilíbrio da equipe possa se efetivar. No ambiente de trabalho, esses mentores são os gerentes e coordenadores frontline, que estão junto das mulheres no dia a dia e podem exercer significativa influência no desenvolvimento de boas líderes.

Como os gerentes e coordenadores frontline podem ajudar na formação de lideranças femininas nas organizações

  •          Fomentar entre a equipe o feedback útil e personalizado: “Esta atividade você desenvolve bem, nesta outra você precisa continuar investindo, e nesta nova atividade vou ajudá-la”;
  •          Encorajar as mulheres a se desafiarem para cargos que vão além de sua zona de conforto, ainda quando isso parecer arriscado, e auxiliá-las a ter sucesso nessas novas funções;
  •          Dar suporte para que elas lidem com eventuais tropeços, pois ninguém chega ao topo sem caídas pontuais;
  •          Identificar e comemorar os diversos estilos de liderança que surgem dentro da equipe, valorizando a diversidade;
  •          Falar abertamente sobre a sua própria trajetória, sem fazer com que a sua história se torne um “modelo” para os outros;
  •          Mostrar que você está comprometido em ajudar as suas funcionárias a navegar no difícil território à frente; isto fortalece a confiança.

Conquistar um espaço, ser reconhecido por suas competências e habilidades e subir na hierarquia da empresa não são tarefas fáceis e demandam uma longa caminhada que, como mostram as pesquisas, tem sido mais árdua para as mulheres. Porém, não há dúvidas que elas estão preparadas para o desafio. E, nesse cenário, as empresas que encorajam suas lideranças a apoiar mulheres ativamente no caminho rumo ao cume serão melhor sucedidas, aproveitando ao máximo todo o potencial de seus colaboradores.

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