Como treinar sua equipe, sem que ela durma no processo

Como treinar sua equipe, sem que ela durma no processo

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Ao observar as crianças é possível perceber que a espécie humana gosta de aprender coisas novas. Se você convive com crianças na “fase dos porquês” sabe do que eu estou falando.

Entre os 2 a 3 anos de idade, quando começa a falar, a criança descobre que não existem só o papai e a mamãe, mais que existem um mundo maior. É neste momento quando começa o interrogatório (risos).

Ainda bebês, queremos entender o mundo. Porque as coisas acontecem e como elas acontecem. Um processo de aprendizagem que se segue com alegria e descobertas ao longo de toda a vida. Certo? Opa! Veja bem, não é exatamente assim a realidade.

Então, por que perdemos o gosto de aprender?

Dr. Isaac Asimov, acadêmico e autor de ficção científica, em entrevista à Bill Moyers no programa de TV World of Ideas, de 1988, afirma que o desinteresse pela aprendizagem, surge da imposição feita as crianças durante o período escolar. E eu acrescento, que este processo geraria resistência a mudanças, característica comum no perfil do adulto profissional de nossas empresas.

Comenta Asimov – “Hoje em dia o que as pessoas chamam de aprendizagem é algo imposto a você. E todo mundo é obrigado a aprender a mesma coisa, no mesmo dia, na mesma velocidade e na sala de aula”. Você concorda que mesmo estando em 2018 e de modo geral pouco mudou?

Embora nossos genes sejam iguais, façamos parte da mesma espécie, tenhamos hábitos e códigos de linguagem em comum, existem diferenças que nos tornam singulares. Característica de fácil observação quando reunimos um grupo de pessoas em sala de aula.

Você acredita que todos aprendemos da mesma maneira?

É evidente que não. Cada um de nós possui um ritmo próprio de aprendizagem, sendo mais sensível a determinado tipo de estímulo. Simplificando, ficamos mais motivados e propensos a aprender conforme a forma com que o conteúdo nos é apresentado.

Naturalmente, numa sala de aula iremos encontraremos perfis de aprendizagem diferentes. O mais comunicativo, o menos comunicativo, o que absorve conteúdo com facilidade e o que demora um pouco mais. Aqueles que possuem registro predominante, ou modo de aprendizagem: visual, auditivo ou cinestésico. E quero destacar que realidade também está presente nos ambientes corporativos onde, infelizmente, a turma do treinamento ignora que isso aconteça.

Neste ambiente, cabe a figura do educador se desdobrar para dar conta de todas as atribuições de ensino. Mas pense por um minuto. Em meio a tanta singularidade será que temos nos preocupado com a efetividade do ensino? Todos aprendem o que está sendo ensinado? O dinheiro que você investe em treinamento está dando retorno?

Durante um treinamento é natural que a atenção do profissional, seja direcionada aos alunos que apresentam melhor desempenho da aprendizagem. É ai que as perdas inevitavelmente acontecem.

O problema é que os alunos que ficam pelo caminho, os que apresentam dificuldades de aprendizagem, continuam trabalhando para você. Justamente aqueles que precisavam do treinamento para serem produtivos.

Atualmente, mais do que investir em capacitação, é preciso avaliar a eficiência do processo em si. Com o aumento da demanda por formação as empresas posicionadas como líderes em seus setores, vem investindo em treinamentos adequados a sua realidade empresarial. São os chamados treinamentos customizados.

Em vez de investir na formação acadêmica do colaborador. As líderes estão ocupadas em capacitar o colaborador para a resolver seus problemas do dia-a-dia. Deixando ensino acadêmico de lado e seguido na direção do treinamento com alto nível de aderência a sua necessidade.

Se o problema é gestão, ensinar matemática financeira e princípios de eficiência pode ser a solução. Se as vendas andam baixas, ensinar acompanhamento de etapas de venda e negociação, melhorem o desempenho do time. Se a questão é a falta de operadores de máquina isso também pode ser resolvido.

Há alguns anos empresas especializadas em desenvolver treinamentos customizados estão no mercado. Estas empresas desenvolveram o know how para entender o perfil dos alunos, seus ritmos de aprendizagem e hábitos de linguagem. Elas identificam e sequenciam conteúdos para atender estas demandas específicas.

Oferecendo programas de formação profissional, que ensinam o aluno respeitando sua característica pessoal. Pois, combinam técnicas de navegação na internet, animações 3D, jogos, interatividade, locução, textos e vídeos. Para envolver e engajar o aluno em sua formação.

É minha intensão ir escrevendo artigos como este. Que explorem e desvendem as etapas de desenvolvimento dos programas de formação profissional. Assim, você que vai investir em capacitação terá recursos escolher com segurança entre as diferentes abordagens disponíveis no mercado.

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